Gemeas siamesas passam 8h no centro cirúrgico de Ribeirão Preto!

Irmãs siamesas passam 8h no centro cirúrgico de Ribeirão Preto!

Foi realizada neste sábado, 19, a segunda etapa no centro cirurgico do HC de Ribeirão Preto da separação das gêmeas siamesas. O procedimento, que levou cerca de oito horas de duração foi um sucesso, segundo informações dadas pelo hospital.

2° Etapa no Centro Cirurgico

Gemeas siamesas passam 8h no centro cirúrgico de Ribeirão Preto!

O procedimento, marcado para iniciar as sete horas da manhã, foi realizado no centro cirurgico do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto. A equipe médica contou com 25 funcionários, entre eles havia o diretor do centro cirúrgico, sete neurocirurgiões, três cirurgiões plásticos, um tecnólogo, cinco anestesistas e oito enfermeiros.

Segundo o Hospital, a cirurgia foi um sucesso e ambas já estão acordadas e apresentando bons resultados. Agora estão em observação na UTI Pediátrica.

Esta foi a segunda, das quatro etapas previstas para este ano, da separação das gêmeas Maria Ysadora e Maria Ysabelle. Com apenas um ano e dez meses, as irmãs nasceram conectadas pela cabeça, e vem passando por procedimentos e especialistas desde o início do ano para que possam ser separadas.

Em 17 de janeiro deste ano ocorreu a primeira etapa do processo que visa, nas primeiras etapas, a separação das veias do cérebro. A duração neste primeiro processo foi de cerca de 7 horas.

O processo que ocorreu neste último sábado levou em torno de oito horas, terminando as 16h. Nele, o objetivo era fazer a separação de veias que estão enlaçadas, por isso ele precisou ser transcorrido com o máximo de cuidado.

Assim como antes, houve a participação do neurocirurgião James Goddrich. Norte-Americano, ele trabalha no Hospital de Nova York que é referência nestes casos.

Sobre o caso

Gemeas siamesas passam 8h no centro cirúrgico de Ribeirão Preto!

Apesar de poucos, os casos de ocorrerem nascimentos siameses não é incomum. Ele pode ocorrer devido à separação de um embrião, ou à dupla fertilização dos óvulos. Ambos os casos acabam por gerar dois indivíduos unidos. O processo de separação á a única cura existente, porém é um processo cuidadoso e que pode se tornar complicado devido à localização da junção dos órgãos.

No caso das irmãs, elas nasceram unidas pela cabeça. Devido ao local ser muito perigoso, o procedimento tem que ser feito muito planejamento e pesquisas.

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As irmãs

Elas nasceram no Ceara e seus pais são Diego e Débora Freitas Santos. Elas foram encaminhadas pelo neurocirurgião Eduardo Jucá, coordenador do hospital, em Ceará, no qual ambas deram entrada logo após o nascimento.

Devido á complicação do caso, ele encaminhou as meninas para o interior de São Paulo.

Desde então, a família vive na cidade, e as meninas vem passando por tratamentos e avaliações. Eles permaneceram na cidade até o término do procedimento, estimado para novembro deste ano.

O procedimento, de 4 etapas, já teve as duas primeiras concluídas. A próxima será de continuidade na separação da cabeça, tendo de fato separada apenas no último processo.

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